ULTIMO POST DE 2014/PART I :
A atiradora de facas/ Fecho os olhos. Chove muito lá fora, sinto frio. Sigo pela floresta escura.  O dia se faz noite e a noite me abraça com se fosse lua. No silêncio dos grilos a unica coisa a me guiar é a incerteza. Nada fica no mesmo lugar. Por entre as lamas tropeço na busula que mira o oeste. É umido aqui, eu definitivamente gosto de calor. Agua de coco sempre cai bem, mesmo se for de madrugada depois de uma garrafa de vinho. Trilhas perdidas. Observo a trilha e tento imaginar o sonhos que ali passaram impregnados vestidos e calças dass pessoas. Cartas de amor nunca lidas, talheres nunca usados, velas nunca acesas. Trovões. Iremos nos transporter de um canto á outro por cabines de transposição cellular e seremos quase como deuses, presents em  todos os cantos que desejarmos ao mesmo tempo. Roda da fortuna, a utopia do afeto, vendido num vidrinho de contra-gotas á ser tomada uma dose todo dia ao acordar. Será que existe remedio pra dor nas costas? Faço eu numa minha propria medicina via wi-fi de sites que te transforma em sábio da ciencia com apenas um clique. Trandilax, Trandegil, Ardil. Solto ar entre minhas vertebras á fim de relaxar o músculo que tenta algum dialogo mesmo. Eu , eu espiritual, eu carnal, eu amoral, eu visceral, eu emocional… A dor da faca na minha scapula direita. O  Coelho Branco que foge pelo corredor e me leva na sua toca na arvore. A chuva parou. Preciso ir!

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